sábado, 13 de dezembro de 2008

Ensaio de granulometria da areia (agregado miúdo)

Os ensaios submetidos aos materiais de Construção Civil são importantes para o Controle Tecnológico realizado para os diversos materiais. Principalmente para garantir a qualidade e segurança das obras realizadas.

Segundo FORTES (2003) "O controle tecnológico se constitui na amostragem dos serviços que estão sendo realizados além da realização de ensaios para verificar nas diversas fases de execução, desde a seleção dos materiais, misturas ou aplicações desses materiais, e fases posteriores".

Para a determinação da granulométrica do agregado é utilizado a NBR NM 248 - Agregados - Determinação da composição granulométrica. Norma que tem o objetivo de prescrever o método para a determinação da composição granulométrica de agregados miúdos e graúdos. Nesse caso, vamos mostrar o ensaio granulométrico do agregado miúdo - AREIA.

GRANULOMETRIA AREIA

1. Definições segundo a NBR NM 248:

· Série normal e intermediária - Conjunto de peneiras sucessivas, que atendam às normas NM-ISO 3310-1 ou 2, com aberturas de malha estabelecidas na tabela 1;

· Módulo de finura - Soma das porcentagens retidas acumuladas em massa de um agregado, nas peneiras da série normal, dividida por 100;

  • Dimensão máxima característica - Grandeza associada à distribuição granulométrica do agregado, correspondente à abertura nominal, milímetros, da malha da peneira de série normal ou intermediária, qual o agregado apresenta uma porcentagem retida acumulada igual ou imediatamente inferior a 5% em massa.

2. Aparelhagem

  • Balança - com resolução de 0,1% da massa da amostra de ensaio;
  • Estufa - Capaz de manter a temperatura (105 +ou- 5 °C);
  • Peneiras - séries normal e intermediária; (ver tabela 1) abaixo:

  • Agitador mecânico de peneiras;
  • Bandejas;
  • Fundo avulso de peneira.

3. Amostragem

  • Coletar a amostra de acordo com a NM 26;
  • Formar duas amostras para o ensaio, de acordo com a NM 27;

4. Ensaio

  • Lavar as amostras na peneira de nº200 (0,075mm) para retirada dos finos;
  • Secar as amostras em estufa, deixar esfriar à temperatura ambiente e determinar suas massas (m1 e m2);
  • Limpar as peneiras, encaixando-as de modo a formar um única peneira, com abertura da malha crescente de acordo com a finalidade do ensaio;
  • Promover a agitação do conjunto de peneiras, por um tempo razoável para permitir a separação e classificação prévia dos diferentes tamanhos de grão da amostra;
  • Determinar a massa total do material retido em cada peneira e no fundo do conjunto. O somatório de todas as massas não deve diferir de 0,3% de m1;
  • Proceder o peneiramento da segunda amostra, de massa m2, de acordo com o realizado na primeira amostra, de massa m1.

5. Resultados

5.1. Cálculos

  • Para cada uma da amostras, calcular a porcentagem retida, em massa, em cada uma das peneiras, com aproximação de 0,1%;
  • As amostras devem apresenta a mesma dimensão máxima característica, e nas demais peneiras, os valores de porcentagem retida individualmente não devem diferir mais que 4% entre si;
  • Calcular as porcentagens médias, retidas e acumuladas, em cada peneira, com aproximação de 1%;
  • Determinar o módulo de finura, com aproximação de 0,01.

5.1. Relatório do ensaio

O relatório do ensaio deve conter:

  • a porcentagem média em cada peneira;
  • a porcentagem média retida acumulada em cada peneira;
  • a dimensão máxima característica e módulo de finura;
  • gráfico peneiras (mm) x porcentagem retida acumulada.

6. Referências bibliográficas

  • ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR NM 148: Agregado - Determinação da Composição Granulométrica. Rio de Janeiro: 2003.

Um comentário:

Aline Cristina disse...

Só uma correção, a norma técnica deste ensaio é a NM 248.